20 de jul de 2014

Sofisticação dos golpes financeiros exige atenção

A Engenharia Social é a principal arma dos golpistas. Seja para conseguir informações pessoais, como senhas, número de cartão de crédito e hábitos, os criminosos se aproveitam da boa fé das pessoas para aplicar golpes que muitas vezes podem custar caríssimo.
Além do scam, que é um e-mail fraudulento que contém um malware, e do phishing, que redireciona o usuário para um site igual ao legítimo de alguma instituição financeira, uma nova modalidade de golpe tem se aproveitado da confiança das pessoas para captar dinheiro.

O golpe do boleto pelo correio tem atingido uma quantidade alarmante de pessoas. Golpistas mandam por correio boletos de pagamento parecidíssimos com contas de consumo ou tributos municipais e estaduais.

Como parecem exatamente com os legítimos, o cidadão acaba pagando os boletos sem suspeitar de nada. E aí que o falsário embolsa o dinheiro.

A quantia acaba transferida para contas de “laranjas”, que captam o dinheiro, algumas vezes sem ter conhecimento, para o criminoso. De posse da senha dessa conta, muitas vezes conseguidas via scam ou phishing, o bandido completa o golpe.

Para evitar esse golpe, alguns cuidados simples podem ser tomados. Primeiro, prefira pagar boletos nos caixas eletrônicos. Antes de concluir a operação, sempre aparece o nome do favorecido na tela. Caso o nome não esteja de acordo com o emissor do boleto, é só cancelar a operação.

Verifique se o código do banco do favorecido é o mesmo dos primeiros três dígitos da representação numérica do código de barras que se encontra normalmente na parte superior do boleto. Se houver divergência, desconfie. Você pode verificar os códigos dos bancos visitando o site da Febraban.

Outro cuidado é reparar se a localização da agência emissora é compatível com o endereço do beneficiário. Alerta vermelho se um boleto que deveria ter sido emitido por uma empresa paulista for de uma agência da Bahia, por exemplo.

Desconfie sempre de telefonemas, aparentemente de empresas legítimas, que perguntam várias informações pessoais e seus hábitos de consumo. Se um bandido descobre que você tem um celular pós-pago de alguma operadora ou determinado plano de saúde, poderá enviar para sua casa um boleto falso disfarçado, que na pressa do dia a dia pode ser confundido.

Na dúvida, entre em contato com o suposto emissor do boleto e confira sua veracidade. E nunca deixe de denunciar esse tipo de golpe, pois essa informação auxilia a polícia a desbaratar quadrilhas especializadas nesses golpes.

E se você é empresário, olho vivo nos boletos de contribuições opcionais, principalmente oriundas de sindicatos, que aparecem. Apesar de parecerem obrigatórias e passíveis de protesto, essas contribuições só precisam ser pagas se seu contador confirmar a necessidade. Do contrário, podem representar um gasto desnecessário para sua empresa.


Fonte: Bitmag


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