22 de abr de 2013

Google Tradutor ajuda a evitar caso de tráfico de pessoa no Rio

Uma linda marroquina, de uns 25 anos, escapou outro dia de cair numa armadilha de tráfico de pessoas, no Rio. Por sorte e uma mãozinha do posto da Guarda Municipal, de atendimento a migrantes, no Aeroporto Internacional Tom Jobim. 

A moça vinha do Marrocos, com promessa de casamento, feita por um carioca que conhecera na internet. Acabou abandonada pelo "candidato a marido", desconfiado que a moça chegara acompanhada. Ele havia prometido casa, comida e roupa lavada, desde que ela viesse sozinha. Ao chegar no aeroporto, a moça conversava com uma pessoa que ela conhecera no avião. O dono da proposta abandonou-a no aeroporto. A estrangeira ficou andando de um lado a outro, desorientada, depois de saber que não era bem-vinda. 

Sua passagem de volta estava prevista para o mês seguinte. Ela não tinha dinheiro para ficar hospedada na cidade e só fala árabe. Nenhuma palavra de português, a não ser "Rio de Janeiro". Foi então descoberta pelos guardas municipais que atuam no aeroporto. Com o uso do tradutor do Google para falar com a moça, os guardas conseguiram devolvê-la ao Marrocos. Ela deixou uma carta de agradecimento, em árabe. Esse grupo da Guarda já atendeu 135 casos de suspeita de tráfico de pessoas ou trabalho escravo no aeroporto, entre 2011 e o ano passado.
A história foi revelada durante a Reunião Técnica dos Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Postos Avançados, da Secretaria Nacional de Justiça, que comecou quarta e  termina hoje na sede da Guarda Municipal, em São Cristóvão. A corporação é uma das parceiras do governo federal na política de enfrentamento, administrando no município a unidade de atendimento humanizado ao migrante, no Aeroporto Internacional do Galeão. O tema do tráfico de pessoas ganhou ainda mais relevância com a trama da novela "Salve Jorge", de Glória Perez.

O posto da Guarda Municipal no aeroporto foi inaugurado em novembro de 2010 e conta com guardas capacitados para fazer a recepção a brasileiros não admitidos ou deportados do exterior e estrangeiros com problemas de entrada no Brasil ou no exterior. No local também são atendidas e identificadas possíveis vítimas do tráfico de pessoas, que são encaminhadas para acolhimento através de uma rede local. Em pouco mais de dois anos de funcionamento, a unidade carioca já atendeu aos mais variados tipos de caso, incluindo imigrantes e brasileiros vítimas de trabalho escravo ou de falsas promessas de trabalho.

 Fonte: oglobo
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