14 de fev de 2013

Opera abandona desenvolvimento do próprio de navegador desktop

A Opera Software publicou um comunicado na Internet, que anuncia novidades sobre seus produtos. A mais importante delas é o fim do desenvolvimento do navegador de Internet Opera para desktops. Depois de quase duas décadas no mercado, a decisão, na prática, encerra o papel da Opera no desenvolvimento de produtos exclusivos por meio de seus próprios esforços.
De acordo com o comunicado, as próximas edições do browser Opera serão feitas a partir do Chromium, versão de código fonte aberto do Google Chrome. Basicamente, a decisão significa que a Opera não criará mais motores HTML para seus navegadores, apenas fará adaptações e colocará o nome Opera em versões modificadas do Chromium.

Ao longo dos anos, o Opera fidelizou uma pequena parcela de usuários. Muitos deles foram atraídos pela capacidade de inovação do navegador norueguês, que foi o primeiro a introduzir a capacidade de recuperar sites abertos antes de um colapso do sistema (1994), a ideia de abas de navegação (introduzida em 2000) e a integração com motores de busca na web (2001) são apenas alguns dos exemplos.

Mais popular nos dispositivos móveis, que rodam Android e iOS, o Opera passará a usar o WebKit, motor de renderização criado para navegadores de Internet, que já é usado no Chrome e no Safari. A decisão não surpreende e aposenta o Presto, motor criado pela Opera e leva a versão Mobile do navegador para o mesmo caminho do Opera para desktops: menos desenvolvimento interno e a adoção de padrões e estruturas open source já testadas e usadas pelos concorrentes.

Originalmente desenvolvido pela Apple, o WebKit é um motor de código aberto que, atualmente, recebe desenvolvimento e novas versões por diversos nomes da indústria de hardware e software, como Apple, Samsung, Goolge, Microsoft, além de vários desenvolvedores independentes.

Fonte:tech tudo
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