15 de fev de 2012

Foco no Orkut é mantido no Brasil


Apesar de ter perdido no ano passado o posto de maior rede social do Brasil para o Facebook, o Orkut deve continuar entre as estratégias da Google para o país. Para Caroline McCarthy, editora de tendências e insights da Google, o Orkut deve ser trabalhado em complementariedade com o Google+, produto que concentra os esforços da empresa para conquistar espaço entre as mídias sociais.

— O Orkut é uma rede social de destinação, que depende do acesso dos usuários no site, enquanto vemos o Google+ como uma camada social que envolve o que as pessoas fazem com o Google e com toda a internet. Por isso, ambos são complementares — disse Caroline  horas antes de apresentar seu painel na Social Media Week, aberta ontem na capital paulista.

O Google+ conta hoje com mais de 90 milhões de usuários, mas ainda está muito distante dos 845 milhões de contas ativas do Facebook. No Brasil, o Google liderava as redes sociais com o Orkut até ser ultrapassado no ano passado pelo Facebook. De acordo com a consultoria comScore, a rede social de Mark Zuckerberg praticamente triplicou o seu número de acessos no país em um ano, atingindo 36 milhões de visitantes únicos em dezembro de 2011, cerca de 1,5 milhão a mais que o Orkut, que cresceu apenas 5% no ano.

Caroline — que foi considerada pela revista “Forbes“ como uma das 30 pessoas abaixo de 30 anos para “se ficar de olho” nos próximos anos — considera que os dois sites não são comparáveis. Segundo ela, enquanto o Facebook tenta agregar cada vez mais coisas para dentro do site, a rede do Google pretende ligar diferentes pontos da internet.

— Pensamos Google+ e Facebook como produtos muito diferentes. Não estamos nos concentrando no número de usuários, mas sim no meio de conectar as pessoas em toda a internet e todos os produtos Google. Não é possível uma comparação em termos de tamanho porque eles não terão a mesma forma — afirma.

A executiva vê uma boa possibilidade de crescimento dos perfis de empresas no Google+. Atualmente a rede conta com um milhão de páginas corporativas na rede, número que tende a crescer ainda mais neste ano, à medida que as empresas se acostumam com a linguagem das redes sociais.

— As empresas veem o Google+ como um canal muito comunicativo, em que postam algo e recebem todo tipo de respostas do público, que se sente numa conversação real com aquela marca — afirma Caroline.

A estratégia de crescimento da rede social da Google também passa pela tentativa de dar novas funcionalidades aos usuários. De acordo com Caroline, desde o lançamento, em junho do ano passado, a rede social já teve mais de 200 novas ferramentas e atualizações.

Fonte: oglobo

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